domingo, 1 de abril de 2012

Vírus



Antes de mais nada, vírus são organismos acelulares. Ou seja, eles não possuem nenhum tipo de célula. Os vírus são formados por um ácido nucleico (RNA ou DNA) envolto por uma cápsula proteica, denominada capsídeo.
Os vírus não possuem metabolismo por si só, para realizar suas funções de reprodução, eles necessitam de um hospedeiro. Por isso, são ditos parasitas intracelulares obrigatórios. Necessitam de uma célula para sobreviver. Essas células podem ser animais, vegetais, ou de bactérias. Se não estiverem infectando uma célula, os vírus são ditos metabolicamente inertes. Muitos deles, se cristalizam e se mantém nessa situação sem atividades até que encontre um novo hospedeiro.

Estrutura de Vírus

Um vírus pode ter como material genético o RNA ou o DNA, mas nunca os dois juntos. Essas moléculas apresentam o código para a fabricação das proteínas dos capsídeos e as proteínas necessárias à reprodução do vírus.
O formato do capsídeo pode variar de um vírus para o outro. Alguns são cilíndricos, outros alongados, poliédricos - alguns, como os bacteriófago, até possuem "cabeças" e "caudas". Esses últimos tipos de vírus infectam bactérias.

Bacteriófago


Classificação dos Vírus

Os vírus estão isentos da classificação proposta por Lineu e aplicada aos demais seres vivos. Na classificação de um vírus, leva-se em consideração: o tipo e a estrutura do ácido nucleico, morfologia do capsídeo, presença ou ausência de um envelope, e o modo de replicação do vírus.

Diferenças entre Vírus de DNA e de RNA

A primeira diferença entre esses vírus é o seu ciclo de vida. Caso o vírus tenha DNA, este simplesmente duplica seu material genético - dentro de um hospedeiro - e produz o RNA mensageiro, responsável pelas proteínas do capsídeo.
Caso o vírus possua RNA, ele possuirá uma enzima especial, chamada de Transcriptase Reversa. Essa enzima criará uma fita de DNA a partir do RNA. Com esse DNA, cópias do RNA viral são feitas, assim como as proteínas dos capsídeos. Até a descoberta desses vírus, os cientistas acreditavam que apenas o DNA podia se transformar em RNA. Esse tipo de vírus é conhecido como retrovírus.

Reprodução dos Bacteriófagos

Bacteriófagos são vírus que tem bactérias como hospedeiros. Uma vez instalados na bactéria, eles podem seguir por dois caminhos: o chamado Ciclo Lítico e o chamado Ciclo Lisogênico. No Ciclo Lítico, o vírus se multiplica ativamente dentro da célula hospedeira - através da duplicação de seu DNA e da produção das proteínas do capsídeo. Quando já foram criadas muitas cópias de vírus, estes destróem a célula e são liberados no ambiente. Esse ciclo caracteriza uma ação virulenta.

Ciclo Lítico

No Ciclo lisogênico, por outro lado, o vírus fica dormente dentro de seu hospedeiro. Ele não se multiplica ativamente e não destrói a célula hospedeira. O vírus une seu DNA com o DNA do hospedeiro - nessa fase, passa-se a chamá-lo de prófago. Toda vez que o hospedeiro se reproduzir (e para isso duplicar seu material genético) também estará infectando seus "descendentes", com o DNA contaminado. Sob certas condições, o vírus pode acabar com esse ciclo e entrar no ciclo Lítico.

Incialmente no ciclo lisogênico, a parte em vermelha representa o prófago. Depois entra no ciclo Lítico.

Obs: os retrovírus, como o HIV, por apresentarem RNA, possuem um ciclo reprodutivo mais complexo, pois precisam produzir o DNA antes de se reproduzirem.

Doenças

Como é sabido, alguns vírus podem causar doenças no organismo humano. Certos vírus podem permanecer por muito tempo nos indivíduos, ficando ativos em certas épocas e inativos em outras - como a Herpes.
Principais doenças virais:
- Aids - Rubéola - Herpes - Varíola - Hidrofobia (Raiva)
- Gripe - Resfriado - Poliomielite - Dengue - Encefalite
- Sarampo - Hepatite - Caxumba - Febre Amarela - Condiloma (HPV)

Vale a pena lembrar que antibióticos são inúteis contra vírus. Antibióticos são medicamentos que alteram o metaolismo celular em algum aspecto essencial - portanto, sendo úteis contra bactérias. Como vírus não possuem células...

Bacteriófagos


Um tipo de virus muito especial , que tem motivado pesquisas nos ultimos anos , é a dos BACTERIÓFAGOS ou simplemente fagos. Eles tem uma forma bem pelicular , poliédrica , uma região denominada de cauda com sua fibrilas, e tem-se mostrado parasitas exclusivos de bactérias . Aparentemente são inócuos ( inofensivos ) ao homem e aos outros animais. Um dos fagos mais conhecidos é o “fago T2 e T4” que infecta  a bactéria Escherichia coli.(ver fig abaixo)
Escherichia coli.
 A maioria dos bacteriófagos   possuem DNA, Alguns possuem RNA. E já se detectou em casos raros a presença de um DNA de cadeia única , simulando RNA porem dotado de nucleotideos com desoxirribose e timia ( sem ribose e uracila )
REPRODUÇÃO:
 Os processos de reprodução viral mais bem estudados são os dos bacteriófagos, que infectam a bactéria intestinal Escherichia coli, ( citada anteriormente )  são os T pares, como os T2 e T4. 
 O envoltório protéico desses vírus apresenta uma região denominada cabeça ,com forma hexagonal de perfil , onde   envolve a molécula de acido nucleico e uma região denominada cauda, com fibras protéicas. 
      Esses vírus aderem à superfície da célula bacteriana através das fibras protéicas da cauda que, contraindo-se, impele a parte central, tubular, para dentro da célula hospedeira, à semelhança de uma microseringa. 
      O DNA do vírus é, então, injetado para o interior da bactéria, ficando fora a cápsula protéica vazia. 
    
O DNA viral, no interior da bactéria, interrompe as funções normais da célula hospedeira e passa a comandar a maquinária metabólica da mesma. Utilizando os próprios materiais bacterianos, o DNA viral é duplicado e são produzidas partes das cápsulas protéicas. Segue-se um período de montagem em que as cápsulas se organizam, envolvendo, cada uma delas, uma molécula de DNA. Após 30 ou 40 minutos de infecção inicial, cerca de 200 novos bacteriófagos são produzidos. Ocorre, então, a lise, ou seja, ruptura da célula bacteriana, e os novos bacteriófagos são libertados, podendo infectar novas bactérias e iniciar novo ciclo. 
abaixo se vê a animação com ocorre a infecção viral na bactéria
Os bacteriófago T4 contem cerca de 300 genes que asseguram uma replicação rápida de seu cromossomo na célula hospedeira de Escherichia coli.
O ciclo descrito é denominado ciclo lítico pois ocorre lise. Existe, entretanto, o ciclo lisogênico, em que o DNA viral penetra na célula da bactéria e se incorpora ao DNA bacteriano, não interferindo no metabolismo da célula hospedeira. Essas bactérias são denominadas lisogênicas e esses vírus são denominados temperados. 
     Nesse caso, então, a bactéria metaboliza e se reproduz normalmente e o DNA viral vai sendo transmitido às novas bactérias, sem se manifestar. 
Sob determinadas condições, naturais ou artificiais, como, por exemplo, sob determinados estímulos induzidos, tais como radiações ultravioletas, raios X, ou certos agentes químicos, o DNA do fago separa-se do DNA bacteriano e inicia-se o ciclo lítico. 
     Nesses dois ciclos de reprodução do bacteriófago, ciclo lítico e ciclo lisogênico, a cápsula protéica do vírus não penetra na célula hospedeira, penetrando apenas o DNA. 
Notas:
     Existem, no entretanto, tipos de vírus que infectam células eucarióticas, como, por exemplo, o vírus da gripe e o herpes simples, que penetram inteiros na célula hospedeira, com cápsulas e ácido nucléico. 
     Ainda em relação a reprodução dos vírus é interessante lembrar que os vírus que apresentam o RNA como material genético, ao parasitarem ima célula, são capazes de induzir a síntese de DNA a partir do seu RNA em presença da enzima Transcriptase reversa, sendo nesse caso denominados de Retrovírus. É o caso, por exemplo, do vírus causador da AIDS.
abaixo pode-se uma fotomicrografia eletrônica  dos fagos.
                     
um fago ampliado 250.000X                              vários fagos ampliação de 50.000X









terça-feira, 20 de março de 2012

Experimento de pasteur

Anteriormente, foi feito um experimento onde se vedava completamente um frasco com caldo dentro e o fervia. Após algum tempo, o cientista observou que não havia micróbios no frasco. Em contraproposta, afirmaram que o caldo perdeu sua "força vital" não podendo mais gerar micróbios espontaneamente. O cientista expôs o frasco ao ar e micróbios surgiram; afirmar que ao expôr o caldo ao ar fresco, ele recuperou seu "poder vital". Louis Pasteur queria provar que qualquer matéria não é capaz de gerar matéria viva. Para isso, ferveu um caldo e entortou o gargalo do frasco, expondo o caldo ao ar. Mesmo assim, não surgiram micróbios no caldo, pois eles ficaram retidos na curva do gargalo; assim Pasteur derrubou a teoria da abiogênese.

domingo, 18 de março de 2012

Características dos Seres Vivos

Os seres vivos e a matéria bruta possuem propriedades diferentes. Os seres vivos são dotados de um conjunto de características que não existem na matéria bruta (sem vida). Abaixo, comparados à matéria bruta, os seres vivos apresentam: Composição química mais complexa; Organização celular, que vai muito além da organização dos átomos e das moléculas constituintes de toda matéria (viva ou bruta); Capacidade de nutrição, absorvendo matéria e energia do ambiente para se desenvolver e manter suas funções vitais; Reações a estímulos do ambiente; Capacidade de manter seu meio interno em condições adequadas, independente dos fatores externos, como calor e frio; Crescimento e reprodução, originando descendentes semelhantes; Capacidade de modificar-se ao longo do tempo, através do processo de evolução, desenvolvendo adaptações adequadas à sobrevivência. Esse conjunto de características depende da molécula de ácido nucléico, mais particularmente do ácido desoxirribonucléico ou DNA. É ela que determina os pontos comuns e as diferenças entre os seres vivos que habitam nosso planeta. 1. Composição Química: Toda matéria existente no universo é feita de átomos. No centro do átomo há partículas com carga elétrica positiva, os prótons, e partículas sem carga elétrica, os nêutrons. Girando com rapidez ao redor dessa região central, encontramos os elétrons, com carga elétrica negativa. Como o número de prótons é igual ao número de elétrons, o átomo é eletricamente neutro. A principal diferença entre dois átomos está no número de prótons. Esse número é chamado número atômico e identifica cada tipo de átomo. Assim, todos os átomos de hidrogênio têm um próton em seu núcleo (número atômico 1); todos os átomos de carbono têm seis prótons (número atômico 6) e assim por diante.O número atômico explica as diferentes propriedades físicas e químicas de cada átomo. Visão simplificada de três átomos: o átomo de hidrogênio, o átomo de carbono e o átomo de oxigênio. O átomo de hidrogênio é o mais simples: possui apenas um próton e um elétron. Lembrete : esquemas de átomos são sempre modelos, já que, devido ao seu minúsculo tamanho, não se pode ver o interior do átomo. 2 Os átomos se ligam uns aos outros e formam as moléculas. A molécula da água, por exemplo, é formado por dois átomos de hidrogênio ligados a um átomo de oxigênio. A força que mantém os átomos unidos é chamada ligação química. Na matéria bruta, os átomos estão agrupados em compostos relativamente simples, formando as substâncias inorgânicas (também chamadas substâncias minerais), como a água, vários sais e gases e os cristais de rocha. Nos seres vivos, além de substâncias inorgânicas encontramos substâncias orgâ- nicas. As substâncias orgânicas são formadas por átomos de carbono que se unem, podendo formar longas cadeias contendo outros átomos, como os de oxigênio, nitrogênio e, obrigatoriamente, de hidrogênio. A matéria viva apresenta composição química mais complexa do que a matéria bruta: enquanto um grão de areia é formado apenas por um tipo de substância – a sílica –, uma bactéria, apesar de ser bem menor do que um grão de areia, possui água, sais minerais e diversas substâncias orgânicas, como proteínas, açucares, gorduras, ácidos nucléicos, entre outras. 2. Organização Celular: Nos seres vivos, uma enorme quantidade de moléculas inorgânicas e orgânicas se reúne, formando a célula. A célula é a unidade fundamental dos seres vivos, sendo capaz, por exemplo, de se nutrir, crescer e reproduzir. Muito pequena – possui aproximadamente a centésima parte de um milímetro –, só pode ser vista pelo microscópio. As bactérias, os protozoários e alguns outros tipos de seres vivos são unicelulares; mas a maioria é pluricelular. O corpo humano, por exemplo, contém mais ou menos 60 trilhões de células. As células semelhantes, nos seres pluricelulares, se reúnem, com o mesmo tipo de função, formando um tecido.Tecidos semelhantes formam um órgão. Órgãos com funções semelhantes se organizam em sistemas ou aparelhos.O conjunto de sistemas forma um organismo. No corpo humano, por exemplo, o conjunto de células nervosas forma o tecido nervoso. O encéfalo, a medula e os nervos formam o sistema nervoso, este responsável pela coordenação entre diferentes partes do corpo e pela integração do organismo com o ambiente. Mas a organização dos seres vivos não termina com a formação de um organismo. Sabemos que os seres vivos interagem com o ambiente, inclusive com os outros seres vivos. Organismos da mesma espécie agrupamse numa determinada região, formando uma população. A população mantém, relações com populações de outras espécies que habitam o mesmo local, formando uma comunidade. Uma comunidade representa o conjunto de todas as espécies vivas que habitam determinado ambiente, como uma floresta. A comunidade influi nos fatores físicos e químicos do ambiente – como chuva, o solo e a temperatura – e esse fatores também influi na comunidade. O conjunto constituído por seres vivos, fatores físicos e fatores químicos, é chamado de ecossistema, ex: uma floresta. E a soma de todos os ecossistemas do planeta formam a biosfera. Os diferentes níveis de organização da matéria. De um nível para outro, a complexidade e a organização aumentam. 3 Uma parte do alimento é usada pelo metabolismo, ou seja, na produção de novas moléculas, no crescimento e na renovação das células do corpo. Outra parte é utilizada pelo catabolismo, ou seja, é destruída, tanto podendo produzir energia como ser eliminada. Ao conjunto de todas essas transformações químicas chamamos de metabolismo. 3. Nutrição, Crescimento, Respiração e Metabolismo: Um organismo vivo é instável e frágil. As proteínas e outras moléculas orgânicas presentes no ser vivo se desgastam com o tempo. A estrutura do ser vivo só pode ser mantida à custa de uma substitui- ção permanente de suas moléculas e de muitas de suas células. A nutrição não só garante ao ser vivo a reconstrução das partes desgastadas, mas também a forma- ção de novas células, durante o período de crescimento. Esse crescimento, que se faz pela multiplica- ção de células no interior do corpo, é chamado de crescimento por intuscepção. Outra forma de crescimento é chamada de crescimento por decomposição ou aposição, um exemplo, é o cristal (matéria bruta) que pode crescer pela adição de novas moléculas à sua superfície. Boa parte dos alimentos digeridos serve como fonte de energia para o organismo. Várias moléculas orgânicas de alimento podem ser utilizadas como combustível, mas é mais vantajoso para o ser vivo usar um açúcar, a glicose. A glicose (C6H12O6) é uma molécula orgânica e reage com o oxigênio do ar (O2), transformandose em gás carbônico (CO2) e água (H2O). Nessa transformação, a molécula de glicose é quebrada, liberando energia. Esta, por sua vez, é utilizada nas atividades do organismo, como o movimento, a produção de calor, a transmissão de impulso nervoso ou a construção de grandes moléculas orgânicas durante o processo de reconstrução ou crescimento do corpo. Esse processo de quebra da glicose chama-se respiração celular. O organismo pode construir grandes moléculas formadoras de partes de células – esse processo é chamado anabolismo (ana = erguer), que são transformações de síntese ou construção.E quebrar moléculas de alimento, obtendo energia – processo denominado catabolismo (cata = para baixo), que são transformações de análise ou decomposição. O conjunto dos dois processos é chamado metabolismo (metabole = transformar). Nutrição Autotrófica e Heterotrófica: Nutrição Autotrófica (auto = próprio; trofo = alimento): Realizada apenas pelas plantas, algas e por certas bactérias. O organismo é capaz de produzir todas as moléculas orgânicas do seu corpo a partir de substâncias inorgânicas que retiram do ambiente, como o gás carbônico, água e sais minerais. O organismo vegetal usa a energia do Sol, que é absorvida pela clorofila. Esse fenômeno, chamado fotossíntese, produz substâncias orgânicas para o organismo e libera oxigênio na atmosfera. 4 Nutrição Heterotrófica (hetero = diferente): Os animais, os protozoários, os fungos e a maioria das bactérias não são capazes de realizar fotossíntese. Esses seres precisam ingerir moléculas orgânicas prontas. 4. Estímulos ao Ambiente: Todos os seres vivos são capazes de reagir a estímulos ou modificações do ambiente, ou seja, todos possuem irritabilidade. Nos vegetais, as reações aos estímulos costumam ser mais lentas do que nos animais, por exemplo, pelo crescimento do caule em direção à luz ou pelo crescimento das raízes em direção ao solo. Esse fenômeno vegetal de irritabilidade é chamado tropismo. Em algumas plantas, como a sensitiva ou dormideira, a reação pode ser mais rápida: um simples contato externo provoca o fechamento das folhas em segundos. Esse fechamento se deve à diminuição na pressão da água existente numa dilatação na base das folhas. Mecanismos semelhantes ocorrem com plantas carnívoras, que capturam pequenos animais. Todos os seres vivos têm irritabilidade, mas só os animais possuem sensibilidade. Sensibilidade é a capacidade de reagir de diferentes formas aos estímulos ambientais. As formas que os seres vivos têm de reagir ao ambiente são adaptativas, isto é, são formas que contribuem para a sobrevivência ou a reprodução da espécie. 5. Homeostase: A propriedade do ser vivo de manter relativamente constante seu meio interno é chamada homeostase. O ser vivo não muda sua composição química e suas características físicas. Com a homeostase conseguimos manter constantes, por exemplo, a temperatura, a quantidade de água no organismo e a concentração de diversas substâncias presentes no corpo. A homeostase é importante para a manutenção da vida. Se o nosso ambiente interno mudar muito, ficando, por exemplo, excessivamente quente ou muito frio ou demasiadamente ácido, as rea- ções químicas podem parar e o indivíduo morre. 6. Reprodução e Hereditariedade: Se a temperatura do corpo começa a aumentar muito, uma mensagem do cérebro estimula a produção de suor pelas glândulas sudoríparas. Quando o suor evapora, perdemos calor. O cérebro também promove a dilatação de vasos sanguíneos da pele. Com isso, a superfície do corpo recebe mais sangue e o calor pode sair mais facilmente. 5 O ser vivo envelhece e morre, mas antes disso ele se reproduz. Os filhotes são semelhante aos pais, esse fenômeno chama-se hereditariedade. Quanto à reprodução, ela pode ser assexuada ou sexuada. O gene e o Controle das Características Hereditárias: a reprodução e a hereditariedade dependem do DNA (ácido desoxirribonucléico). O DNA se localiza em filamentos chamados cromossomos, no interior das células. A estrutura conhecida como gene corresponde a um segmento ou pedaço da molécula de DNA. Os genes contêm as informações responsáveis pelas características do indivíduo. O organismo dos seres vivos trabalha de acordo com as ordens do DNA. As características de um organismo não dependem apenas do DNA, o meio ambiente também é importante. As características são o resultado de um trabalho conjunto do gene e do meio ambiente. Outra propriedade do DNA da qual a hereditariedade depende é da sua capacidade de se duplicar, formando cópias exatamente iguais. Reprodução Assexuada: nessa reprodução um pedaço do corpo do ser vivo se separa, cresce e origina um novo indivíduo.Na reprodução assexuada, os decendentes recebem cópias iguais do DNA do indivíduo original e, conseqüentemente, possuem as mesmas características Reprodução Sexuada: é o tipo de reprodução realizada pela união de células especializadas, o gameta. Na maioria dos casos, a produção de gametas está ligada a uma diferença de sexo nos indivíduos adultos: o sexo feminino, produz o gameta feminino chamado óvulo; o sexo masculino, produz o gameta masculino denominado espermatozóide. Nos vegetais os nomes são diferentes: o gameta feminino é o oosfera, e o masculino é o anterozóide. Quando ocorre a fecundação – união do espermatozóide com o óvulo – forma-se o zigoto ou célulaovo. O zigoto se divide várias vezes formando assim um novo indivíduo. Esse indivíduo possuirá genes da mãe e do pai; suas características serão resultado de uma combinação das características paternas e maternas. 7. Evolução: É o processo pelo qual os seres vivos se transformam ao longo do tempo. A reprodução assexuada é muito comum nos seres mais simples, principalmente nos unicelulares, como podemos observar nessas figuras, a ameba e o paramécio se reproduzem por divisão simples, a hidra, um pequeno animal aquático, apresenta reprodução por brotamento. 6 Mutação: o mecanismo de hereditariedade garante que os filhos sejam semelhantes aos pais. Mas se esse mecanismo fosse infalível, as espécies não se modificariam ao longo do tempo. As espé- cies hoje existentes são resultantes de espécies que existiram no passado e que sofreram transforma- ções.Isso se deve, porque, às vezes, o DNA produz cópias com erro, que pode ser causado tanto por uma falha durante a duplicação, como pela exposição do organismo à radiatividade ou a certos produtos químicos. Surge assim, uma molécula-filha, diferente da original. Isto se chama Mutação; Seleção Natural: quando a mutação é vantajosa ela tende a se espalhar pela população. Mas quando ela é prejudicial ela fica rara e pode desaparecer. O processo pelo qual o ambiente determina quais os organismos com maior possibilidade de sobrevivência é chamado de seleção natural. A idéia de seleção natural foi desenvolvida pelo cientista Charles Darwin. As mariposas de Manchester: essas mariposas são um caso clássico de seleção natural. Com o escurecimento do tronco das árvores, depois da instalação de fábricas próximas ao bosque, o número de mariposas escuras aumentou. Hoje, porém, com o controle da poluição na Inglaterra, os troncos voltaram a ficar claros e o número de mariposas brancas aumentou. Adaptações de animais e plantas: Os vegetais são organismos que se originaram de seres que no passado tinham nutrição autotrófica. O corpo ramificado das plantas, principalmente árvores, com a grande superfície de folhas funcionando como coletores de energia solas, é uma adaptação ao modo autotrófico de vida. Já os animais são provenientes de seres que tinham nutrição heterotrófica. O corpo compacto, os músculos e o sistema nervoso e sensorial são adaptações que facilitam a busca de alimento e o deslocamento do animal. Existem muitos organismos que não podem ser representados como animais ou vegetais, pois se mantiveram parecidos com os seres iniciais e não chegaram a desenvolver estruturas típicas de animais e vegetais. Esses organismos estão representados pelas bactérias, pelos protozoários, por algumas algas e pelos fungos.


Formação dos Fósseis e Tipos de Fossilização

Experimento de Miller

O experimento de Stanley Miller e Harold Urey No início da década de 1950, (pesquisadores norte-americanos resolveram testar a teoria de A. Oparin e J.B.S. Haldane). Assim, em 1953, Stanley L. Miller (1930-2007) estudante de química, delineou um experimento com a ajuda de seu professor Harold C. Urey (1893-1981) na Universidade de Chicago. Harold Urey deu a Miller seis meses para conseguir algum resultado interessante, se não conseguisse não iriam gastar dinheiro nessa ideia. Assim Miller delineou e construiu um aparelho que simulava as condições da Terra primitiva. Em um balão de vidro evacuado (onde foi feito vácuo) ele colocou hidrogênio, amônia, metano e vapor de água, dióxido de carbono e água fervente no fundo (para representar um oceano). Nesse frasco ele produziu descargas elétricas, simulando os raios que ocorriam naquela época na atmosfera primitiva. Depois de uma semana apareceram vestígios de uma substância de coloração alaranjada a marron claro, que Miller analisou e descobriu que era rica em aminoácidos – os tijolos de construção das proteínas. Esse experimento demonstrou que moléculas orgânicas (aminoácidos) poderiam ter-se formado nas condições da Terra primitiva, o que reforça a hipótese da evolução gradual dos sistemas químicos. Ele variou a mistura de gases e pode obter diversos compostos principais do metabolismo dos seres vivos como aminoácidos, proteínas e ácidos graxos. Graças à experiência pioneira de Stanley Miller, hoje cientistas são capazes de reproduzir em laboratório quase todos os mais importantes aminoácidos.

Definição dos gases

Definição Os gases são substâncias fluídas que estão presentes em grande quantidade na natureza. O ar atmosférico é composto por vários gases, tais como: nitrogênio (78%), oxigênio (21%) e outros gases (1%). Os gases possuem a propriedade de expansão (aumento de volume) e contração (diminuição de volume). Estas mudanças ocorrem de acordo com a mudança de temperatura, pressão, etc. Possuem também a capacidade de passar para o estado líquido, ocupando desta forma menos espaço. Os gases são importantes para os seres humanos, pois são aplicados em diversas atividades, tais como: uso doméstico (gás de cozinha), hospitais, meios de transporte, medicina e indústria. Por outro lado, existem os gases poluentes derivados da queima de combustíveis fósseis. Estes gases (dióxido de carbono, gás metano, perfluorcarbonetos, óxido nitroso e hidrofluorcarbonetos) prejudicam o meio ambiente, colaborando para o processo de aquecimento global.